quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tio, me dá uma arma?

Tio, me dá uma arma?!
Como posso te explicar..?
Como posso te dizer..?
Já conheço a raiva,
já conheço a injustiça e
já conheço o dinheir e o poder...
Em casa onde procuro segurança, conforto,
meu pai liga a TV e ja vejo um homem morto.
Vejo toda a desgraça do tempo em que nasci.
Vejo problemas em países que nunca conheci.
Por favor Tio, eu estou com muito medo,
eu quero uma arma, será nosso segredo!

Tio, eu quero uma arma!
Não aguento mais chorar antes de dormir.
Quero continuar a ser uma simples criança
e apenas voltar a brincar e me divertir.
Não quero mais ir pra escola com todo esse receio,
crianças xingando, brigando e apontando o dedo,
separação, racismo e preconceito...
Desculpa chorar tanto Tio, mas esse é meu jeito!
Não quero ser igual a elas, ou igual a ninguém,
nem brincar na rua tendo medo de alguém.
Por favor tio, não seja igual a eles também.

Eu sei que não deveria pensar nessas coisas tão ruins...
Mas o que posso fazer sendo uma crinaça?
Não tenho culpa se, essas coisas aparecem pra mim.
Tudo o que eu quero é segurança e proteção,
em casa eu sei que terei...
Mas e na rua? Sem estar segurando sua mão...?

Tio, por favor, é tudo que te peço.
Uma arma me defende-rá muito mais
do que a "ORDEM E O PROGRESSO"!
Não quero que se assuste por ouvir isso de mim...
Mas estou muito confusa... Por que me sinto assim?
Tio, eu não quero mais sentir a dor que o medo causa
não quero mais ouvir gritos, ou ver sangue no chão...
Quero minha felicidade e a minha inocencia de volta!
Só pensar em coisas boas e tentar voltar a acreditar que
O tempo e o mundo onde nasci é ainda um lugar bom para morar.


(Eduardo Viriato, baterista dos Ramisters).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vamos Explodir a Educação do Brasil

Chegou a hora!
Chegou a hora de explodirmos a Educação!
Porque a situação educacional está doente!
Não é possível levar a escola com seriedade
Ou fugir-se-ia da realidade,
Que é de abandono político.
Que é de degradação social.

Está na hora dos professores pararem, se revoltarem!
Foda-se a esmola de merda paga pelo Governo,
Que o humilha, o controla com esquemas behavioristas...
Preste atenção:
O aluno é só parte de um processo político, de enganação.
O verdadeiro problema da Educação está na administração!
O descaso com a profissão que é base para qualquer profissão.
Professor, despedace o sistema educacional!
Transforme o sentido de sua aula ao caos!
Porque somente assim você será respeitado,
Renascido, renovado.
Enquanto o Governo diz sobre metas e números,
Os nossos filhos, alunos, se drogam,
Se vendem, se prostituem,
Se matam.
A escola é o filtro da sociedade,
Mas só está levando os ainda bons para a criminalidade.
O que manda é a lei do mais forte,
Da ignorância, do viver pela sorte.
E a TV faz propaganda política, em reportagens,
Mudando focos, distorcendo as mensagens
E, por interesses diversos,
Camuflando o verdadeiro culpado por todos os erros
E problemas na Educação...
A sociedade é parte do processo, enganada, conformada,
Votando a favor de sua própria desgraça!
O culpado é o Governo.
Chegou a hora! Vamos foder a Educação! à Justiça, à Igualdade!
Antes que já estejamos mortos, assassinados.

Vamos implantar o caos,
Passando a culpa para o Culpado.
Ensinando na prática a grande lição
De que os valores humanos estão acima de tudo
E devem, acima de tudo e todos, serem respeitados!

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Governo atual mutila a Educação

Pelas mãos do professor
Passa o José, o João,
O nosso médico, o nosso ladrão,
A Maria faxineira de lugares
Necessários e apropriáveis
À Maria faxineira de pessoas, do cidadão.

Pelas mãos do professor
Passa o policial, visto tão mal
Por uma sociedade vendada e banal:
Resultados da desordem governamental.

Resultados da Educação
Que sofre uma humilhação
Desvalorizada e abusada pela corrupção,
Enquanto lançam "bons índices e metas" na televisão...

Professor, é pelas mãos
Que o senhor ainda age
Pela sociedade, em dedicação,
Pela real justiça, pela verdade!

Mesmo sendo roubado,
Não recebendo o merecido salário,
Pois o que o Governo lhe paga é hilário.
É desgraçar a importância do seu e nosso trabalho!

Enquanto o professor não for valorizado
Nosso mal-estar social aumentará:
O José, o João e a Maria já terão morrido, se matado...
As mãos do professor se fecharão e a educação se extinguirá

E tudo estará acabado...
Sem percebermos já estaremos enganados,
Intelectualmente mutilados,
Retornaremos à Era do macaco
E previamente, pelas mãos assassinas do Governo,

Enterrados.

(por André Carvalho).

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ode ao Governo

Eu insulto o Governo-burguês!
O Governo malandro, ladrão, ladrão dos ladrões, enganador,
Covarde, ganancioso.
Fazendo da educação uma ferramenta a seus interesses,
Fazendo das crianças e jovens, estudantes, seus meros fregueses,
Que pagam e pagam e pagam por nada
E quando adultos, continuam,
E pagam e pagam e pagam por nada.
Viciando os rumos do povo,
O stress, o ódio, as defesas...

E o professor paga.
Mas quem o paga? Ninguém.

O salário do professor aqui não corresponde como os de lá,
Nosso Governo tem esquemas onde vira marajá.

Eu insulto o Estado-pilantra!
Porque o Governo quer dinheiro, o voto do povo.
E o povo vota. E o povo reclama. E o povo morre. E o povo sofre.
Mas o povo vota.
E Governo continua o mesmo. Bosta.
E dá-lhe bosta pra quem gosta.
E educação mesmo de verdade, não existe há anos, décadas...

A educação está morta.

e o Governo está rico. "Somos a oitava economia do mundo". "São Paulo é o Estado mais rico..."

Mas quem está rico?
Onde está a qualidade?

Bosta.

a educação está morta.

Fora, Fú...fudidos estamos!

(de André Carvalho).

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Minha lonjura

Na madrugada mais fria que havia
Eu caminhava pelas ruas
Escuras vazias azuladas vias, onde só se desconhecia,
Mas minhas pernas eram todas suas
Porque pensava e amava você, muito, tanto, te queria,
Então caminhava à sua procura.
Se subia, se descia, se ventava e chovia,
Não importava a lonjura.
Tudo que guiava era o que eu sentia.
Ia para te curar, ia para me dar cura
E quando me beijasse, eu te beijaria, e a gente sorriria,

Enquanto estes todos outros esqueceram que são humanos...
...E não meras esculturas,

Eu ainda continuo buscando pela madrugada fria,
Mas não importa o quão seja ela dura,
Caminharei até te encontrar, te sentir clarear quente o dia
E não importa se for fria, e qual seja a lonjura...


por André Carvalho.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Tsuru

Folhas e flores se dão a encantar este jardim, a minha vida,
Mas entre tantas e tantas cores, os teus olhos negros sim desviaram meu olhar
E os teus cabelos flutuando entre as flores, entre as folhas coloridas
Sem bem se saber qual era a origem do tão apaixonante perfumar.

Fora então que reparei, e só podia reparar da maneira mais ferida,
Que já te amava e te queria, mas que não poderia você me amar...
Pois eis que só sou um origami preso numa porta só saída
E me reparava, tal dobrada forma fixa, de um simples papel branco ao vento soprar...

E a hora, em que o negrume de teus olhos iam à brancura da minha vida,
Era sofrida.

Agora voltou o vento que com o tempo volta, mas já não te vejo mais voltar.
Folhas e flores estão ali, mas já não há qualquer perfume e são tão descoloridas
Que já não mais me importa este jardim para olhar,
Eu só queria te abraçar, tanto te beijar,
Minha querida,
E voar.

Agora

Vai chegar uma hora em que eu terei de ser tudo,
Que terei de ser todos
Para o sobreviver.

Vai chegar uma hora em que já não terei mais escudos,
Que me infiltrarei a esses doidos
Para o proteger.

Pois eu vejo o vazio preencher tudo a cada segundo,
Como um vício gostoso
De quem o quer ter,

Tal qual o Governo, ao invés do público só bem serve a seu mundo
e se acha sobretudo e todos o todo-poderoso,
Desfrutando em seu prazer ligado à morte e ao sofrer.

Tal qual já se vive a era dos chips, robôs, ets...o passado temido futuro,
Exalada dos desvalores celebrados pelo confuso povo,
Em não ter respeito, simplicidade e identidade...em se desfazer.

E nisso eles, poder e povo, são esse vazio, um nada, um igual e oposto tudo,
E nessa hora eu que ainda serei o estranho, o maluco, o louco,
Mas, sim, eu serei eu,

Para viver,
Até morrer.

(de André Carvalho).

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Nuvem Distante

Eu vejo uma nuvem distante:
Uma religião viciante, uma igreja
Fanáticos a seguem, tão ignorantes,
Império que há 2000 anos reina...
Eu não espero que ninguém volte,
Não sou passivo nem conto com a sorte.
Alguém te enganou e você é um idiota.
Pastores enriquecem montando nas suas costas...
Você precisa pagar dízimo, sendo rico, sendo pobre,
Dinheiro em nome de Cristo te parece algo nobre?
A má religião nunca te dará respostas.
é um grande esquema antigo que te domina e te controla.
Eu não quero um paraíso quando vir a minha morte,
Mas apenas viver vivo sem censuras e sem cortes.
As igrejas de origem branca sempre serão dominantes,
Cristianismo ou budismo, tipos de traficante.
Você é um viciado cego a uma droga que te move
A ser um separatista numa massa uniforme,
Daí então eu vejo uma nuvem aqui distante,
Mas mantenho os pés nos chão pelo que de fato creio importante.

por André Carvalho

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Lobos, para amar

Essa manhã acordei.
Deixei de sonhar.
Acordado estou, acordado fiquei
Para saber viver, para saber amar...

O raio-de-sol da manhã resgatei
E em minha noite há um diferente luar,
Uma paixão, à qual já me projetei
Para saber viver, para saber amar...

Durante dias e noites viajei,
Era um lobo cansado de uivar,
Mas essa manhã me reinventei
Para saber viver, para saber amar...

A verdade é que o futuro, agora, eu não sei.
Penso que o homem e o lobo não merecem pensar.
Lhes basta o fazer, se realizar, como eu continuarei,
Só para saber viver, só para saber amar...

Tive-te

Eu tive palavras a falar,
Tive a luz do sol para brilhar,
Tive também a noite para sonhar,
Te encontrar em sonho e te abraçar,
Poder tocar...
Poder beijar...
Tive momentos para hoje lembrar.
Perfume...de um corpo que já não encontro no ar,
Sua ausência é tristeza, criança desesperada a chorar,
E a querer sair. Fugir. Te encontrar...
Mas, olhando para o céu, me faço recordar,
Vendo uma nuvem que vaga
E tão longe desaparece, a parar
E já não encontro mais você...

Não há mais nada lá...