quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Tsuru

Folhas e flores se dão a encantar este jardim, a minha vida,
Mas entre tantas e tantas cores, os teus olhos negros sim desviaram meu olhar
E os teus cabelos flutuando entre as flores, entre as folhas coloridas
Sem bem se saber qual era a origem do tão apaixonante perfumar.

Fora então que reparei, e só podia reparar da maneira mais ferida,
Que já te amava e te queria, mas que não poderia você me amar...
Pois eis que só sou um origami preso numa porta só saída
E me reparava, tal dobrada forma fixa, de um simples papel branco ao vento soprar...

E a hora, em que o negrume de teus olhos iam à brancura da minha vida,
Era sofrida.

Agora voltou o vento que com o tempo volta, mas já não te vejo mais voltar.
Folhas e flores estão ali, mas já não há qualquer perfume e são tão descoloridas
Que já não mais me importa este jardim para olhar,
Eu só queria te abraçar, tanto te beijar,
Minha querida,
E voar.

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