quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Agora

Vai chegar uma hora em que eu terei de ser tudo,
Que terei de ser todos
Para o sobreviver.

Vai chegar uma hora em que já não terei mais escudos,
Que me infiltrarei a esses doidos
Para o proteger.

Pois eu vejo o vazio preencher tudo a cada segundo,
Como um vício gostoso
De quem o quer ter,

Tal qual o Governo, ao invés do público só bem serve a seu mundo
e se acha sobretudo e todos o todo-poderoso,
Desfrutando em seu prazer ligado à morte e ao sofrer.

Tal qual já se vive a era dos chips, robôs, ets...o passado temido futuro,
Exalada dos desvalores celebrados pelo confuso povo,
Em não ter respeito, simplicidade e identidade...em se desfazer.

E nisso eles, poder e povo, são esse vazio, um nada, um igual e oposto tudo,
E nessa hora eu que ainda serei o estranho, o maluco, o louco,
Mas, sim, eu serei eu,

Para viver,
Até morrer.

(de André Carvalho).

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