Na madrugada mais fria que havia
Eu caminhava pelas ruas
Escuras vazias azuladas vias, onde só se desconhecia,
Mas minhas pernas eram todas suas
Porque pensava e amava você, muito, tanto, te queria,
Então caminhava à sua procura.
Se subia, se descia, se ventava e chovia,
Não importava a lonjura.
Tudo que guiava era o que eu sentia.
Ia para te curar, ia para me dar cura
E quando me beijasse, eu te beijaria, e a gente sorriria,
Enquanto estes todos outros esqueceram que são humanos...
...E não meras esculturas,
Eu ainda continuo buscando pela madrugada fria,
Mas não importa o quão seja ela dura,
Caminharei até te encontrar, te sentir clarear quente o dia
E não importa se for fria, e qual seja a lonjura...
por André Carvalho.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Tsuru
Folhas e flores se dão a encantar este jardim, a minha vida,
Mas entre tantas e tantas cores, os teus olhos negros sim desviaram meu olhar
E os teus cabelos flutuando entre as flores, entre as folhas coloridas
Sem bem se saber qual era a origem do tão apaixonante perfumar.
Fora então que reparei, e só podia reparar da maneira mais ferida,
Que já te amava e te queria, mas que não poderia você me amar...
Pois eis que só sou um origami preso numa porta só saída
E me reparava, tal dobrada forma fixa, de um simples papel branco ao vento soprar...
E a hora, em que o negrume de teus olhos iam à brancura da minha vida,
Era sofrida.
Agora voltou o vento que com o tempo volta, mas já não te vejo mais voltar.
Folhas e flores estão ali, mas já não há qualquer perfume e são tão descoloridas
Que já não mais me importa este jardim para olhar,
Eu só queria te abraçar, tanto te beijar,
Minha querida,
E voar.
Mas entre tantas e tantas cores, os teus olhos negros sim desviaram meu olhar
E os teus cabelos flutuando entre as flores, entre as folhas coloridas
Sem bem se saber qual era a origem do tão apaixonante perfumar.
Fora então que reparei, e só podia reparar da maneira mais ferida,
Que já te amava e te queria, mas que não poderia você me amar...
Pois eis que só sou um origami preso numa porta só saída
E me reparava, tal dobrada forma fixa, de um simples papel branco ao vento soprar...
E a hora, em que o negrume de teus olhos iam à brancura da minha vida,
Era sofrida.
Agora voltou o vento que com o tempo volta, mas já não te vejo mais voltar.
Folhas e flores estão ali, mas já não há qualquer perfume e são tão descoloridas
Que já não mais me importa este jardim para olhar,
Eu só queria te abraçar, tanto te beijar,
Minha querida,
E voar.
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Agora
Vai chegar uma hora em que eu terei de ser tudo,
Que terei de ser todos
Para o sobreviver.
Vai chegar uma hora em que já não terei mais escudos,
Que me infiltrarei a esses doidos
Para o proteger.
Pois eu vejo o vazio preencher tudo a cada segundo,
Como um vício gostoso
De quem o quer ter,
Tal qual o Governo, ao invés do público só bem serve a seu mundo
e se acha sobretudo e todos o todo-poderoso,
Desfrutando em seu prazer ligado à morte e ao sofrer.
Tal qual já se vive a era dos chips, robôs, ets...o passado temido futuro,
Exalada dos desvalores celebrados pelo confuso povo,
Em não ter respeito, simplicidade e identidade...em se desfazer.
E nisso eles, poder e povo, são esse vazio, um nada, um igual e oposto tudo,
E nessa hora eu que ainda serei o estranho, o maluco, o louco,
Mas, sim, eu serei eu,
Para viver,
Até morrer.
(de André Carvalho).
Que terei de ser todos
Para o sobreviver.
Vai chegar uma hora em que já não terei mais escudos,
Que me infiltrarei a esses doidos
Para o proteger.
Pois eu vejo o vazio preencher tudo a cada segundo,
Como um vício gostoso
De quem o quer ter,
Tal qual o Governo, ao invés do público só bem serve a seu mundo
e se acha sobretudo e todos o todo-poderoso,
Desfrutando em seu prazer ligado à morte e ao sofrer.
Tal qual já se vive a era dos chips, robôs, ets...o passado temido futuro,
Exalada dos desvalores celebrados pelo confuso povo,
Em não ter respeito, simplicidade e identidade...em se desfazer.
E nisso eles, poder e povo, são esse vazio, um nada, um igual e oposto tudo,
E nessa hora eu que ainda serei o estranho, o maluco, o louco,
Mas, sim, eu serei eu,
Para viver,
Até morrer.
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