Pelas mãos do professor
Passa o José, o João,
O nosso médico, o nosso ladrão,
A Maria faxineira de lugares
Necessários e apropriáveis
À Maria faxineira de pessoas, do cidadão.
Pelas mãos do professor
Passa o policial, visto tão mal
Por uma sociedade vendada e banal:
Resultados da desordem governamental.
Resultados da Educação
Que sofre uma humilhação
Desvalorizada e abusada pela corrupção,
Enquanto lançam "bons índices e metas" na televisão...
Professor, é pelas mãos
Que o senhor ainda age
Pela sociedade, em dedicação,
Pela real justiça, pela verdade!
Mesmo sendo roubado,
Não recebendo o merecido salário,
Pois o que o Governo lhe paga é hilário.
É desgraçar a importância do seu e nosso trabalho!
Enquanto o professor não for valorizado
Nosso mal-estar social aumentará:
O José, o João e a Maria já terão morrido, se matado...
As mãos do professor se fecharão e a educação se extinguirá
E tudo estará acabado...
Sem percebermos já estaremos enganados,
Intelectualmente mutilados,
Retornaremos à Era do macaco
E previamente, pelas mãos assassinas do Governo,
Enterrados.
(por André Carvalho).
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