quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Minha lonjura

Na madrugada mais fria que havia
Eu caminhava pelas ruas
Escuras vazias azuladas vias, onde só se desconhecia,
Mas minhas pernas eram todas suas
Porque pensava e amava você, muito, tanto, te queria,
Então caminhava à sua procura.
Se subia, se descia, se ventava e chovia,
Não importava a lonjura.
Tudo que guiava era o que eu sentia.
Ia para te curar, ia para me dar cura
E quando me beijasse, eu te beijaria, e a gente sorriria,

Enquanto estes todos outros esqueceram que são humanos...
...E não meras esculturas,

Eu ainda continuo buscando pela madrugada fria,
Mas não importa o quão seja ela dura,
Caminharei até te encontrar, te sentir clarear quente o dia
E não importa se for fria, e qual seja a lonjura...


por André Carvalho.

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