Na madrugada mais fria que havia
Eu caminhava pelas ruas
Escuras vazias azuladas vias, onde só se desconhecia,
Mas minhas pernas eram todas suas
Porque pensava e amava você, muito, tanto, te queria,
Então caminhava à sua procura.
Se subia, se descia, se ventava e chovia,
Não importava a lonjura.
Tudo que guiava era o que eu sentia.
Ia para te curar, ia para me dar cura
E quando me beijasse, eu te beijaria, e a gente sorriria,
Enquanto estes todos outros esqueceram que são humanos...
...E não meras esculturas,
Eu ainda continuo buscando pela madrugada fria,
Mas não importa o quão seja ela dura,
Caminharei até te encontrar, te sentir clarear quente o dia
E não importa se for fria, e qual seja a lonjura...
por André Carvalho.
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